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	<title>Mudas Pré Brotadas &#8211; HESS MPB – Agronegócio</title>
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	<title>Mudas Pré Brotadas &#8211; HESS MPB – Agronegócio</title>
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		<title>Mudas pré-brotadas de cana-de-açúcar: custos baixos e muitos benefícios.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2016 08:28:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mudas Pré Brotadas]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">As primeiras mudas da cana-de-açúcar chegaram no Brasil em 1532, com os colonizadores portugueses. O sucesso da adaptação foi tão grande, que a cultura se tornou o produto de exportação do momento. Entretanto, mais de 500 anos depois, a maioria dos canaviais ainda é cultivada “da mesma forma” como se plantava antigamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As primeiras mudas da cana-de-açúcar chegaram no Brasil em 1532, com os colonizadores portugueses. O sucesso da adaptação foi tão grande, que a cultura se tornou o produto de exportação do momento. Entretanto, mais de 500 anos depois, a grande maioria dos canaviais ainda é cultivada “da mesma forma” como se plantava antigamente. É o que explica Cleber Muniz, que é instrutor credenciado do Senar-MT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele lembra que o Brasil produz atualmente, cerca de 615,8 milhões de toneladas de cana (Conab). São quase 200 milhões de toneladas a mais que há 15 anos. Porém, o que chama atenção é que esse avanço foi motivado principalmente pela expansão da área plantada. É que o incremento de produtividade ao longo dos últimos 15 anos foi muito pequeno: apenas 2,1%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudar esse cenário é um dos desafios para quem atua na atividade canavieira. O assunto foi tema do Bom Dia Senar-MT desta quarta-feira (13). De acordo com Muniz, uma das mudanças que vão permitir a melhora do desempenho dos canaviais está justamente no modelo do plantio. Entre os mais comuns estão o que é feito com o uso da “cana inteira”, e o que utiliza “cana picada”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O modelo mais “revolucionário e promissor” no entanto, aposta no uso de mudas pré-brotadas (MPB). Nesse sistema, as mudas são produzidas em viveiros, geradas a partir das gemas de colmos de cana. A técnica tem como objetivo produzir a cana a partir de mudas clonadas de alta qualidade, livres de doenças e pragas, o que garante taxa de multiplicação muito maior que a do plantio tradicional. E ao contrário do que se imagina, a tecnologia oferece um baixo custo de produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se ter uma ideia, para cultivar um hectare de cana-de-açúcar no modelo convencional, são necessários cerca de R$ 7.300,00. Já o cultivo com “MPB”, o produtor teria que investir algo em torno de R$ 6.000,00 por hectare.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da redução do custo, o sistema oferece outras vantagens como a redução das falhas de plantio, a menor compactação do solo (já que as máquinas usadas são menores e mais leves) e o aumento considerável da produtividade – podendo saltar 40% segundo o Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Outra vantagem está na redução da quantidade de “cana” que é necessária para o cultivo. Enquanto o plantio convencional requer cerca de vinte toneladas de cana por hectare, no MPB são necessárias apenas duas. A maior longevidade do canavial também é uma diferença importante. Enquanto as lavouras plantadas no sistema convencional têm cerca de 5 anos de “vida útil”, àquelas cultivadas a partir de mudas pré-brotadas podem chegar a até 8 anos de aproveitamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: www.canalrural.com.br</p>
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		<title>Mudas e meiosi permitem que produtores antecipem adoção de novas variedades de cana.</title>
		<link>https://hessmpb.com.br/site/mudas-e-meiosi-permitem-que-produtores-antecipem-adocao-de-novas-variedades-de-cana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2016 08:27:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mudas Pré Brotadas]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Conforme dados do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o canavicultor pode antecipar em quatro anos a adoção de uma nova variedade de cana-de-açúcar, o que proporciona um aumento de produtividade de 20% em relação à variedade antiga. O salto no rendimento decorre apenas da renovação da variedade plantada, mas a aceleração se torna possível quando a instalação do canavial é feita por meio do uso do sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB) associado com o sistema de meiosi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os pesquisadores, a condição benéfica está mudando a vida do produtor de cana não só pelo incremento na produtividade. Segundo eles, há também o ganho proporcionado pelo combo tecnológico – MPB e meiosi –, que torna o produtor independente em relação à escolha da variedade e à produção de mudas dessas novas variedades, mais adequadas ao seu nicho de produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desenvolvida pelo IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a MPB foi lançada em 2011/12 e mudou o modo de plantar cana no Brasil, estando presente em várias regiões do país. Esses ganhos foram revelados pelo pesquisador do IAC, Marcos Guimarães de Andrade Landell, durante uma live sobre inovações em cana-de-açúcar, promovida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no dia 16 de julho de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele explicou que, além de ampliar a produtividade, as variedades novas costumam ter maiores taxas de multiplicação, o que dilui o custo da muda. Esses novos materiais promovem outros ganhos, decorrentes da combinação entre MPB e meiosi. Por exemplo, o canavicultor pode se limitar a comprar mudas pré-brotadas para plantar apenas cerca de 8% da área de seu canavial. Esses 8% de área irão produzir, em seis meses, as mudas suficientes para instalar o canavial total.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Landell, quando o canavicultor não dispunha destas tecnologias, ele se via obrigado a comprar as mudas das usinas, que têm realidades diferentes e, muitas vezes, fazem escolhas distintas daquelas que melhor atendem ao produtor de cana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A associação entre MPB e meiosi possibilita aumentar em cerca de 700 vezes a taxa de multiplicação de uma nova variedade de cana-de-açúcar, em um período de mais ou menos nove meses. “Isso é uma taxa de multiplicação fabulosa”, diz Landell, ao lembrar que, no passado, quando predominava o plantio manual, a taxa era de um para dez, isto é, com um hectare de material biológico eram feitos dez hectares de plantio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com o advento da mecanização, esse desempenho se tornou mais crítico, passando a ser de um para quatro, ou seja, para realizar o plantio de quatro hectares passou a ser necessário um hectare de viveiro de mudas”, comenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Landell, o sistema MPB, por si só, aumenta a taxa de multiplicação da cana. Com dez mil MPBs, é possível plantar um hectare de cana. “Existem variedades na atualidade que possuem até 20 mil gemas em uma tonelada de colmos, possibilitando a produção de mais de 15 mil MPBs. Teoricamente, o que se gasta em plantio mecânico é perto de 13 a 14 toneladas por hectare. Hoje, com uma tonelada, isto é, 13 vezes menos, consegue-se produzir MPB para plantar o mesmo hectare”, explica. A associação do MPB ao conhecimento de meiosi ampliou os ganhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A meiosi é o método intercalar de plantio, em que se planta uma linha de cana e deixa um espaço para até 15 linhas, que serão plantadas dentro dos próximos seis meses. Esses novos plantios serão feitos no espaço intercalado, a partir de mudas geradas pelas primeiras linhas instaladas. O método de meiosi foi desenvolvido pelo pesquisador José Emílio Barcelos, durante doutorado realizado na UNESP Jaboticabal, no meio da década de 1980.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de lançar o sistema MPB, a equipe do Programa Cana IAC também começou a ministrar treinamentos sobre esse tema. Cerca de 800 pessoas já foram capacitadas. Algumas dessas começaram a fazer mudas pré-brotadas em sua propriedade e, assim, quebraram um ciclo de muito tempo, que era caracterizado pela dependência do produtor em relação à usina produtora de muda. “Porém, a muda que a usina produz é dentro das convicções e das condições dela; o produtor, por ter área menor, pode fazer um manejo mais cuidadoso”, diz Landell.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do momento que o canavicultor passou a fazer sua própria muda, ele começou a procurar novas variedades do IAC, do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa). Esses novos materiais passaram a ser instalados através do sistema MPB e meiosi e seus canaviais deram um salto de produtividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nos cursos de MPB realizados pelo IAC são ensinados também o conceito de Terceiro Eixo, enfatiza-se aspectos de nutrição e proteção de plantas, identificação de pragas”, diz Landell, ao explicar que esse contexto ofereceu ao produtor informações que asseguraram uma oportunidade de produtividade muito maior do que no método convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O líder do Programa Cana IAC menciona o exemplo do produtor Renato Trevizoli, que obtinha cerca de 90 toneladas, em média de cinco cortes e, em 2019, ele alcançou 122 toneladas, em média. “Isso é muito significativo – e este ano ele deve aumentar um pouco mais”, acredita Landell.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na live, Landell destacou a importância de a ciência se aprofundar no conhecimento básico da cana-de-açúcar para, no futuro, utilizar ferramentas poderosas como a edição gênica e associá-la ao esforço que vem sendo realizado no projeto de melhoramento genético. “Ela vai casar perfeitamente com o melhoramento genético da cana e devemos usá-la visando à produtividade da canavicultura”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós temos um verdadeiro pré-sal biológico, com possibilidades reais de produzir algo como 10 mil litros de etanol por hectare”, Marcos Landell (IAC)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o pesquisador do IAC, o setor sucroenergético está diante de uma oportunidade com o avanço da biotecnologia como um todo e o importante é contextualizá-la com aspectos palpáveis da cultura. Ele acredita que, ao atingir o patamar de 10 mil litros de etanol por hectare, o produtor terá recursos inclusive para financiar a pesquisa. O líder do Programa Cana IAC defende a visão agregada do setor, de modo a mostrar como os elos se complementam para fortalecer a canavicultura de alta produtividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do pesquisador do IAC, participaram da live sobre inovações em cana-de-açúcar o presidente executivo da União Nacional da Bioenergia (Udop), Antonio Salibe; o diretor de negócios da Syngenta, Leandro Amaral; o gerente de P&amp;D do CTC, Diego Ferres; o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Luis Henrique Scabello de Oliveira; o coordenador de biotecnologia da Ridesa, João Bespalhok; o pesquisador Hugo Molinari, da Embrapa Bioenergia; e o chefe de P&amp;D da Embrapa Agroenergia, João Ricardo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: https://www.novacana.com</p>
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		<title>Meiosi ganha força como alternativa para aumentar produtividade dos canaviais.</title>
		<link>https://hessmpb.com.br/site/meiosi-ganha-forca-como-alternativa-para-aumentar-produtividade-dos-canaviais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jan 2013 03:15:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mudas Pré Brotadas]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">No setor sucroenergético, tudo depende da produtividade do canavial. Para as usinas, não adianta investir em outras áreas se o campo não está sendo bem cuidado, pois ele é o melhor caminho para aumentar o rendimento dentro das indústrias e reduzir custos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, os investimentos nas plantações têm sido baixos nos últimos anos. Em 2018, por exemplo, dentre os R$ 2,8 bilhões em financiamentos feitos via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo setor, 70% foram direcionados para expansão e modernização industrial, enquanto apenas 11% foi para o plantio de cana-de-açúcar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, mesmo quando há investimento no canavial, ele nem sempre é feito da melhor forma. A pressa pela expansão – a fim de aumentar a produção – pode levar à falta de cuidado com o campo, o que aumenta a chance de disseminação de pragas e doenças, levando a danos na plantação como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cientes dessas possibilidades, alguns produtores de cana-de-açúcar estão trazendo de volta uma técnica de plantio que não só busca evitar essas consequências negativas como também pretende revertê-las: o Método Interrotacional Ocorrendo Simultaneamente, ou, simplesmente, meiosi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme descrito pelo professor José Emílio de Barcelos, na década de 1980, “o método consiste em plantar de forma intercalar um percentual da área de reforma, e sua própria produção será utilizada como muda para o restante da área. Neste período, a área pode ser utilizada com outras culturas de ciclo curto”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, um hectare do canavial é dividido de forma que as mudas de cana-de-açúcar sejam plantadas em linhas e, no vão entre elas, sobra espaço para que outra cultura possa ser cultivada. Para isso, são utilizados especialmente soja e amendoim, que proporcionam retornos econômicos, ou adubo verde, que garante um retorno agronômico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Passados de seis a sete meses do plantio da muda de cana, cada planta é desdobrada para a região central do hectare, onde a outra cultura já teve seu ciclo completo e foi colhida. O índice de desdobra varia, dependendo das condições de tratamento e consequente crescimento das mudas plantadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a evolução das tecnologias no início dos anos 2000, a técnica foi relativamente abandonada. Porém, ela está sendo retomada por usinas em diversas regiões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme uma pesquisa sobre práticas de plantio realizada pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em 2019, espera-se que 76,6% das unidades questionadas utilizem a meiosi nos canaviais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa levantou informações de 137 unidades produtoras na região Centro-Sul do Brasil nos meses de janeiro e fevereiro de 2019, totalizando uma área de renovação superior a 650 mil hectares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O retorno da prática<br>De acordo com um estudo do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), além do barateamento do custo da muda, dois fatores foram importantes para a ressurgência da meiosi: “O uso de GPS (Sistema de Posicionamento Global) em equipamentos agrícolas – antes, havia uma dificuldade em marcar as linhas de plantio da cana-de-açúcar, hoje o GPS ajuda – e a utilização de mudas pré-brotadas (MPB)”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ana Paula Bonilha, especialista de Desenvolvimento de Produtos e Mercados de Cana-de-açúcar da Ourofino Agrociência, concorda com a ideia de que, hoje, o plantio mecanizado pode ser associado à meiosi, trazendo retornos positivos. “O plantio mecanizado busca diminuir um dos entraves da meiosi, o baixo rendimento da implantação da técnica”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com ela, atualmente, há empresas de maquinários voltadas “fortemente” para melhorias do plantio de MPB, visando aumentar o rendimento e a qualidade da atividade. “Hoje, o plantio de MPB pode ser realizado por meio de máquinas específicas. Já pequenos e médio produtores, que possuem áreas menores operando no sistema de meiosi, estão realizando a atividade com auxílio de matracas e equipamentos menores”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a especialista afirma que a prática vem ganhando espaço nos canaviais brasileiros: “[Isso ocorre], principalmente, devido à necessidade de se produzir mudas com alta sanidade livre de patógenos e pragas que possam vir a interferir no novo plantio de áreas de cana-de-açúcar”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meiosi x Cantosi<br>A alternativa à meiosi, em geral, é a cantosi, modelo que mais se aproxima de um viveiro tradicional. Nele, o canavial é considerado como um todo e, na hora da reforma, apenas um canto dele – com 20% a 30% da área total – recebe novas mudas de cana-de-açúcar. Os outros 70% a 80% são utilizados para plantio de grãos ou leguminosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal diferença com a meiosi é que, na cantosi, a área de reforma que receberá a desdobra pode ou não estar próxima da fileira plantada inicialmente, o que pode acarretar em maiores custos de multiplicação, com corte, carregamento e transporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bonilha afirma que a cantosi é uma alternativa vantajosa quando não é possível planejar a realização da meiosi. Por ser realizada normalmente em época seca, a técnica requer investimentos em irrigação, especialmente de pegamento, somente na linha das mudas. “Já na cantosi, o plantio é feito em época úmida (dezembro), então essa irrigação de pegamento torna-se menor ou, em alguns casos, desnecessária”, complementa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha do método também depende das tecnologias e da mão de obra disponíveis. A desdobra da meiosi pode ser manual, que é a opção mais comum – de acordo com a pesquisa do IAC, 87,6% das usinas a utilizarão em 2019 –, ou mecanizada, que depende de maquinário específico. A cantosi requer equipamentos considerados padrão por parte das empresas, sendo preferida em alguns casos por causa disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gerente de desenvolvimento de produto Mauro Violante, do CTC, conta que a meiosi demanda um maior planejamento das operações, pois exige maior cuidado no controle de pragas e plantas daninhas, além da necessidade de irrigação para minimizar os riscos climáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Um mal planejamento, aliado aos riscos climáticos, pode impactar o atingimento da taxa de multiplicação, podendo gerar custos adicionais ou plantio de má qualidade”, alerta. No fim das contas, o método é desafiador e requer planejamento, ou o retorno pode ser menor do que o esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, Bonilha, da Ourofino Agrociência, considera que o investimento é válido, pois as vantagens compensam. “Dentre elas, destaco a redução do consumo de muda, permitindo que mais cana seja enviada para a usina, o que aumenta a produção; a sanidade das mudas com relação a pragas e doenças; o ganho de produtividade; o benefício agronômico para o solo e o aumento da renda com a rotação de cultura; e a possibilidade de preenchimento de falhas”, enumera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o sistema de rotação de culturas também é considerado benéfico, pois reduz os custos de implantação do canavial, melhora o sistema de logística e traz benefícios para o campo, tratando das condições químicas, físicas, biota e microbiota do solo, de acordo com estudo do CTC. O sistema ainda protege o solo contra a erosão no período de canavial e o material orgânico remanescente da cultura intercalar colhida serve como adubo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Violante, do CTC, afirma que a prática vem ganhando maior relevância no setor por apresentar um custo significativamente menor na formação dos canaviais. “Além de melhorar a qualidade da muda a ser utilizada e permitir maior velocidade de multiplicação de uma variedade de interesse”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, o gerente explica que alguns fatores são determinantes para que a meiosi não seja adotada. Entre eles estão a falta de conhecimento da técnica, a necessidade de um planejamento mais complexo, a disponibilidade de mão-de-obra e a necessidade de GPS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para implementação do sistema meiosi, planejamento é palavra-chave para uma boa experiência”, Mauro Violante (CTC)</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A escolha da época de plantio da linha mãe (evitando épocas de maior déficit hídrico e garantindo equipamentos para irrigação), o tipo de variedade, de plantio e de colheita, o manejo de linha mãe (evitando áreas com alta incidência de pragas e daninhas), a escolha da cultura intercalar e a modalidade de cultivo (seja ele próprio, por meio de parcerias ou de arrendamento) são as principais variáveis a serem consideradas no planejamento e implementação”, enumera e continua: “Além disso, o monitoramento e a contagem periódica dos perfilhos e gemas é fundamental para obtenção das taxas de multiplicação esperadas na área”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A influência da MPB<br>A utilização de mudas pré-brotadas – e seus benefícios no plantio – foi condicionante para o retorno da meiosi. O pesquisador Mauro Alexandre Xavier, do Programa Cana do IAC, afirma que a meiosi com MPB é um “exemplo de integração”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ela está sendo adotada com bastante intensidade não apenas no Centro-Sul, mas também em outras importantes regiões de produção de cana-de-açúcar no Brasil. Ela tem sinergia com práticas conservacionistas e está alinhada com a agricultura sustentável”, garante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo do IAC demonstra que a utilização de MPB vem aumentando nos últimos anos, o que repercute na maior incidência da meiosi. Em 2018, 78,2% das usinas pesquisadas pretendiam utilizar essas mudas, enquanto, em 2019, 92% do total pretende aumentar o plantio com elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os benefícios das mudas pré-brotadas consistem especialmente na diminuição de doenças e pragas, já que o uso da tecnologia no desenvolvimento de mudas sadias em viveiros contribui para reduzir as ocorrências de danos na implantação do canavial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o sistema possibilita a introdução de novas variedades mais rapidamente, também reduzindo custos de produção, seja de transporte ou na quantidade de mudas que vai para o campo, e permitindo o replantio de falhas com muito mais eficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa associação reduz o consumo de material de propagação no início do processo, agrega qualidade na operação e transfere com intensidade e de forma acelerada os ganhos genéticos e tecnológicos dos programas de melhoramento de cana-de-açúcar”, explica o pesquisador, que complementa: “Desta forma, o produtor transforma potencial em realidade e inclui rapidamente as novas tecnologias no seu dia a dia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Meiosi, MPB e novas cultivares formam o tripé tecnológico do canavicultor moderno e contribuem para a produtividade de três dígitos”, Mauro Alexandre Xavier (IAC)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à escolha das variedades para o sucesso do método, ele afirma que os critérios devem ser estritamente técnicos: “Devem ser priorizados atributos como hábito de crescimento ereto, capacidade de perfilhamento intenso, uniformidade de emissão de perfilhos, crescimento inicial acelerado, internódios curtos, alto potencial de acúmulo de sacarose e período de utilização industrial longo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mauro Violante ainda é mais específico e afirma que o CTC possui diversas variedades que apresentam maior perfilhamento, maior número de gemas por colmo e maior velocidade de crescimento, sendo mais adequadas ao sistema. Dentre elas, ele cita a CTC9005HP, a CTC20BT e a CTC 9003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: https://www.novacana.com</p>
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